Fugiram e morreram. Vivem-me agora, para não mais se expressarem.
Maybe a few minutes with me inside my vanity.
Wednesday, August 22, 2007
Tuesday, August 14, 2007
Underwater
CineMuerte
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http://www.cinemuerte.net
http://www.myspace.com/cinemuerte
Tuesday, July 24, 2007
Poço cristalino
“a roupa molhada, o Stop da GNR comigo molhada dos pés à Cabeça na A5”. Leio isto no Blog da Sophia (cinemuerte).
Reporto-me ao Verão de 2006. Oito corpos a deambularem sob um Sol tórrido que nos perfurava os ossos e se manifestava nos nossos poros. Caminhávamos para uma praia sem reservas, livres de expectativas, planos ou vontades.
Os pés ainda calçados na areia fina, fervorosa. Um mar aliciante numa tela pintada de sensações. O vento que nos abafava em beijos longos. Mais tarde, os ténis e as havaianas espalhados. A proposta. Senti as mãos sobre a anca, e entre gargalhadas primorosas e olhares incógnitos, caí sobre um poço cristalino, gelado. Oito corpos mergulhados, indiferentes aos olhares e comentários alheios.
Era eu, no meu vago senso de liberdade. Deitada sobre a areia com as calças de ganga extremamente pesadas e o top preto encharcado de água dissolvente. Dissolvente das minhas memórias, das tuas, das nossas. O sol libertino a lamber-me as arestas. Os espectadores minimizados à mais insignificante partícula, ao estatuto merecido.
O regresso. Os olhares incrédulos. A minha indiferença perante eles. Os meus fios de cabelo que pingavam pequenas gotas de vida, a minha roupa ensopada que nem o calor se atrevia a sentir. Os cafés e as esplanadas a abarrotarem de esqueletos-parasitas sem vontade própria. As ruas que nos eram tão óbvias como as veias das nossas mãos.
O fim de tarde. As escadas em direcção às paredes que diariamente me acolhem o sono. Um banho quente. E um amanhã é outro dia, como só assim o poderia ser…
Reporto-me ao Verão de 2006. Oito corpos a deambularem sob um Sol tórrido que nos perfurava os ossos e se manifestava nos nossos poros. Caminhávamos para uma praia sem reservas, livres de expectativas, planos ou vontades.
Os pés ainda calçados na areia fina, fervorosa. Um mar aliciante numa tela pintada de sensações. O vento que nos abafava em beijos longos. Mais tarde, os ténis e as havaianas espalhados. A proposta. Senti as mãos sobre a anca, e entre gargalhadas primorosas e olhares incógnitos, caí sobre um poço cristalino, gelado. Oito corpos mergulhados, indiferentes aos olhares e comentários alheios.
Era eu, no meu vago senso de liberdade. Deitada sobre a areia com as calças de ganga extremamente pesadas e o top preto encharcado de água dissolvente. Dissolvente das minhas memórias, das tuas, das nossas. O sol libertino a lamber-me as arestas. Os espectadores minimizados à mais insignificante partícula, ao estatuto merecido.
O regresso. Os olhares incrédulos. A minha indiferença perante eles. Os meus fios de cabelo que pingavam pequenas gotas de vida, a minha roupa ensopada que nem o calor se atrevia a sentir. Os cafés e as esplanadas a abarrotarem de esqueletos-parasitas sem vontade própria. As ruas que nos eram tão óbvias como as veias das nossas mãos.
O fim de tarde. As escadas em direcção às paredes que diariamente me acolhem o sono. Um banho quente. E um amanhã é outro dia, como só assim o poderia ser…
Thursday, July 12, 2007
Tuesday, July 10, 2007
Tormento
Por vezes faltam-me palavras que o invadam com ousadia. Que invadam esse que por vezes se torna num tormento: o Silêncio.
Não vou fazer comentários aos concertos de dia 27 e 28 de Junho. Há despertares que prefiro guardar no egoísmo da caixinha. But anyway, everybody knows that I love them to death...
Não vou fazer comentários aos concertos de dia 27 e 28 de Junho. Há despertares que prefiro guardar no egoísmo da caixinha. But anyway, everybody knows that I love them to death...
Wednesday, June 27, 2007
Type O Negative + [F.E.V.E.R.]
Estámos a poucas horas de ter um Coliseu em Sangue!
Apareçam também para a 1ª parte com os [F.E.V.E.R.], vai valer muito a pena!
:)
Super Bock Super Rock
Sunday, June 24, 2007
Death strikes again
- Nem imaginas quem faleceu.
- Quem!?
- O nosso vizinho.
- O senhor que morava aqui ao lado?
- Sim. Fez umas análises e detectou-se que tinha cancro no estômago. Já se tinha espalhado pelo corpo todo.
Penso que já estou habituada a senti-la bafejar. Não reconheço o seu hálito, mas acerta-me sempre que nem flecha.
- Quem!?
- O nosso vizinho.
- O senhor que morava aqui ao lado?
- Sim. Fez umas análises e detectou-se que tinha cancro no estômago. Já se tinha espalhado pelo corpo todo.
Penso que já estou habituada a senti-la bafejar. Não reconheço o seu hálito, mas acerta-me sempre que nem flecha.
Monday, June 18, 2007
Frio e Fome
Como muita gente sabe, sou uma pessoa com a capacidade de ouvir e apreciar diferentes estilos de música, desde o Gótico ao Metal passando pelo bom Pop que se fez nos anos 80 ao revolucionário (old-school) Punk. Hoje dediquei-me a sons mais acústicos. Dirigi-me à Fnac do Gaia Shopping para nadar no ocêano da Tartaruga de Azevedo Silva.
Vibro imenso com música ao vivo, desde meros showcases a grandes concertos. Sinto sempre os timbres, os acordes, os olhares a esbarrarem-se contra as minhas paredes como num céu negro onde violentamente brota o Sol.
De um "Vai Com a Chuva" estranhamente involvente, a um "Abutres" algo perturbador mas simultâneamente real e sincero, ficou-nos o Frio na espinha E a Fome por mais.
Wednesday, June 13, 2007
Insónia
Teimou em não me deixar fechar as cortinas. Teimou em não me deixar morrer na almofada.
Horas a fio a sentir o corpo duro e pesado sob os lençois frios. Minutos e minutos a mirar a pequena luz vermelha da televisão.
Sabia que estava com as pálpebras manchadas de negro. Negro: puro negro.
Ouvi tudo. O acordar dos vizinhos, os chuveiros a vomitar, as portas a baterem enfurecidas... Quase jurava que senti os ossos a emergirem dos caixões.
A razão ultrapassa-me completamente. Talvez porque conheça demasiado bem o motivo...
Horas a fio a sentir o corpo duro e pesado sob os lençois frios. Minutos e minutos a mirar a pequena luz vermelha da televisão.
Sabia que estava com as pálpebras manchadas de negro. Negro: puro negro.
Ouvi tudo. O acordar dos vizinhos, os chuveiros a vomitar, as portas a baterem enfurecidas... Quase jurava que senti os ossos a emergirem dos caixões.
A razão ultrapassa-me completamente. Talvez porque conheça demasiado bem o motivo...
Monday, June 11, 2007
Saturday, June 09, 2007
Rasgámos
Obrigado aos que desde Setembro embarcaram comigo.
Para o bem ou para o mal, lá estaremos novamente, quando o Verão adormecer e as árvores voltarem ao ritual erótico que tanto gosto. Lá estaremos, para mais um rasgo, para mais um capítulo.
Rasguei. E gostei de rasgá-lo convosco.
Para o bem ou para o mal, lá estaremos novamente, quando o Verão adormecer e as árvores voltarem ao ritual erótico que tanto gosto. Lá estaremos, para mais um rasgo, para mais um capítulo.
Rasguei. E gostei de rasgá-lo convosco.
Thursday, June 07, 2007
Chove
- Procura as coisas; não deixes que elas te chovam...
- Qual era o objectivo se elas chovessem?
- Oh Inês... Tu não és uma pessoa "normal". É a questão da felicidade como falamos e eu escrevi. Tu e eu não nos contentamos com essa felicidade. Precisamos de outras coisas, precisamos de mais. E essas nunca chovem.
É quando chove em nós.
- Qual era o objectivo se elas chovessem?
- Oh Inês... Tu não és uma pessoa "normal". É a questão da felicidade como falamos e eu escrevi. Tu e eu não nos contentamos com essa felicidade. Precisamos de outras coisas, precisamos de mais. E essas nunca chovem.
É quando chove em nós.
Just don't ask me how I am
Suzanne Vega - Luka
(...)
Yes I think I'm okay
Walked into the door again
Well, if you ask that's what I'll say
And it's not your business anyway
I guess I'd like to be alone
With nothing broken, nothing thrown
Just don't ask me how I am
(...)
Yes I think I'm okay
Walked into the door again
Well, if you ask that's what I'll say
And it's not your business anyway
I guess I'd like to be alone
With nothing broken, nothing thrown
Just don't ask me how I am
Wednesday, June 06, 2007
Aquisições
Aquisições de Domingo:
"Diálogo de Vultos" Fernando Ribeiro
"A Campânula de Vidro" Sylvia Plath
No prazer daquele atraso ... :)
"Diálogo de Vultos" Fernando Ribeiro
"A Campânula de Vidro" Sylvia Plath
No prazer daquele atraso ... :)
Sunday, June 03, 2007
77º Feira do Livro do Porto
Monday, May 28, 2007
Porque é que tu és grande?
- Prima, senta aqui comigo.
Sentei-me.
- Prima, tu és grande. Porque é que tu és grande?
Fiquei segundos em silêncio. Era uma criança de quatro anos a pôr-me uma questão tão simples mas que ao mesmo tempo me soava tão rica. Por fim respondi-lhe:
- Porque sou mais velha que tu. Mas um dia tu também vais ser grande.
Olhou-me com ar desconfiado, de quem não tinha certezas de acreditar no que lhe tinha dito.
Por vezes ele transporta-me para uma espécie de grandeza em ponto pequeno.
Sentei-me.
- Prima, tu és grande. Porque é que tu és grande?
Fiquei segundos em silêncio. Era uma criança de quatro anos a pôr-me uma questão tão simples mas que ao mesmo tempo me soava tão rica. Por fim respondi-lhe:
- Porque sou mais velha que tu. Mas um dia tu também vais ser grande.
Olhou-me com ar desconfiado, de quem não tinha certezas de acreditar no que lhe tinha dito.
Por vezes ele transporta-me para uma espécie de grandeza em ponto pequeno.
Thursday, May 24, 2007
Diálogo de Vultos
Diálogo de vultos"Deita-te nua de ti
No mármore frio do meu corpo.
Teus olhos fechados sobre o eclipse dos meus.
Seca os teus lábios
Na feridas dos meus
E deixa-te estar quieta: Até estas palavras passarem,
Até às sombras se calarem
E o nosso amor silenciar de vez
Este diálogo de vultos."
Fernando Ribeiro
Aparte: O Fernando Ribeiro vai estar na Feira do Livro em Lisboa (Parque Eduardo VII) dia 2 de Junho pelas 18:30, e no Porto (Palácio de Cristal) dia 3 de Junho pelas 17 horas .
No mármore frio do meu corpo.
Teus olhos fechados sobre o eclipse dos meus.
Seca os teus lábios
Na feridas dos meus
E deixa-te estar quieta: Até estas palavras passarem,
Até às sombras se calarem
E o nosso amor silenciar de vez
Este diálogo de vultos."
Fernando Ribeiro
Aparte: O Fernando Ribeiro vai estar na Feira do Livro em Lisboa (Parque Eduardo VII) dia 2 de Junho pelas 18:30, e no Porto (Palácio de Cristal) dia 3 de Junho pelas 17 horas .
Tuesday, May 22, 2007
A Mais Bonita És Tu
Para aqueles que tal como eu apreciam diferentes formas de arte, ou simplesmente para os mais curiosos, fica aqui a sugestão:
"A Mais Bonita És Tu"
"A Mais Bonita És Tu"
Fotos de Federico Patellani.
Em exposição até dia 20 de Junho na Galeria Fotográfica - Fnac Gaia Shopping.
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