Friday, May 02, 2008
Wednesday, April 02, 2008
Friday, January 11, 2008
Oco
"Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam..."
(Shakespear)
(Shakespear)
Friday, December 21, 2007
Christmas
A nostalgia bate-me à 'personal-door' todos os anos. Não sei onde pára o Natal. Há muito que o perdi.
Desejo-vos que o encontrem, que o vivam
Tuesday, November 27, 2007
Ontem:
- Arregalados.
- O primeiro.
- Palavras.
- Ausência de palavras.
- Chamadas. Inumeras.
- Mensagens. Inumeras.
- Ausência da chamada.
- Ausência da mensagem.
- Folhas.
- Capa preta. Fechada.
- O último.
- Mensagem. Errada.
- Não vem.
- Tindersticks.
- E-mail. Errado.
- Fixos. Imóveis.
- "Please don't cry. Everything's gonna be alright"
- Silêncio.
- Arregalados.
- O primeiro.
- Palavras.
- Ausência de palavras.
- Chamadas. Inumeras.
- Mensagens. Inumeras.
- Ausência da chamada.
- Ausência da mensagem.
- Folhas.
- Capa preta. Fechada.
- O último.
- Mensagem. Errada.
- Não vem.
- Tindersticks.
- E-mail. Errado.
- Fixos. Imóveis.
- "Please don't cry. Everything's gonna be alright"
- Silêncio.
Wednesday, November 21, 2007
Thursday, November 08, 2007
Tuesday, October 30, 2007
Ghost
Os fantasmas descansam no limiar da porta. Todas as manhãs me sopram ao ouvido. Sopros gélidos.
Vultos. Uma orgia de vultos no meu império de vidro. Vultos que dançam. Dançam uma valsa infernal em bicos de pés. Sinto as pontas dos dedos calejados tocarem-me as veias, enquanto observo as sombras movediças na parede branca.
Senta-te. Assiste. São fantasmas que sopram. Sopros-Vida.
Vultos. Uma orgia de vultos no meu império de vidro. Vultos que dançam. Dançam uma valsa infernal em bicos de pés. Sinto as pontas dos dedos calejados tocarem-me as veias, enquanto observo as sombras movediças na parede branca.
Senta-te. Assiste. São fantasmas que sopram. Sopros-Vida.
Tuesday, October 23, 2007
Thursday, October 11, 2007
Homem traçado
“Você tem um caminho traçado e uma meta a cumprir. Se você deixar esse caminho para trás os seus objectivos murcham”
Disseram-me no comboio. A ousadia de um desconhecido.
Disseram-me no comboio. A ousadia de um desconhecido.
Friday, October 05, 2007
Tuesday, September 25, 2007
Luminosidades
Os pedacinhos de luz feriram-me os olhos esta manhã. Trespassaram a persiana como se me quisessem amordaçar. Rasgaram-me. Rasgaram-me devagarinho, até eu ganhar coragem para os engolir e sentir a vertiginosa velocidade matinal.
Saudades dos dias em que a tepidez da almofada não tinha sabor.
Saudades dos dias em que a tepidez da almofada não tinha sabor.
Monday, September 10, 2007
Viver sobre palavras
Hoje no regresso à invicta, deparei-me com um comboio cheio. Abandonei Braga e sentei-me junto à janela para poder ver a paisagem. Refugiei-me no meu Ipod para me certificar que não ouviria vozes desconhecidas ou conversas despropositadas.
A meio da viagem, entrou um indivíduo que me parecia ter aspecto de ser professor de Língua Portuguesa ou de alguma disciplina ligada a línguas. Sentou-se a meu lado e tirou um livro de uma mala preta. Não me lembro do título, mas como no momento me despertou algum interesse não resisti a devorar as breves palavras que o meu olhar conseguiu alcançar: “Ler é escrever, é viver, é ler, é escrever”. Reli-as várias vezes até o homem passar à página seguinte e por fim, apontei-as. Consegui também captar uma imagem isolada numa página em branco. Pareceu-me a figura de uma mulher esculpida, mas não a consegui registar com perfeição na minha memória.
Neste momento tenho a mente possuída pelas palavras. Sinto-as fazer eco vezes sem conta, como se estivessem presas numa divisão vazia. Resta-me agora dormir sobre elas, e exorcizá-las até ao mais ínfimo pormenor...
A meio da viagem, entrou um indivíduo que me parecia ter aspecto de ser professor de Língua Portuguesa ou de alguma disciplina ligada a línguas. Sentou-se a meu lado e tirou um livro de uma mala preta. Não me lembro do título, mas como no momento me despertou algum interesse não resisti a devorar as breves palavras que o meu olhar conseguiu alcançar: “Ler é escrever, é viver, é ler, é escrever”. Reli-as várias vezes até o homem passar à página seguinte e por fim, apontei-as. Consegui também captar uma imagem isolada numa página em branco. Pareceu-me a figura de uma mulher esculpida, mas não a consegui registar com perfeição na minha memória.
Neste momento tenho a mente possuída pelas palavras. Sinto-as fazer eco vezes sem conta, como se estivessem presas numa divisão vazia. Resta-me agora dormir sobre elas, e exorcizá-las até ao mais ínfimo pormenor...
A mulher de gelo
Senti a tarde de Sábado pesada, escura como há meses não a avistava. Sobre a minha cabeça, um céu fosco pintado de cinzento que pousava sobre um mar de tom invernal.
Extasiei ao ver a sua convicção perfurar o banco de pedra. Ainda sinto as palavras a rasgarem-me o peito. A saliva guardada durante anos a fluir a cada gesto. As ruínas que eu desconhecia a caírem aos meus pés a uma velocidade asfixiante. Senti-me desfalecer, enquanto lhe dava a asas para pincelar a sua frieza na tela obsoleta. Desfaleci até me tornar num vulto oco perante os seus olhos gelados. Na esperança que se anoitecesse, um raio de sol ousa-se esfaquear a sua clarabóia...
Extasiei ao ver a sua convicção perfurar o banco de pedra. Ainda sinto as palavras a rasgarem-me o peito. A saliva guardada durante anos a fluir a cada gesto. As ruínas que eu desconhecia a caírem aos meus pés a uma velocidade asfixiante. Senti-me desfalecer, enquanto lhe dava a asas para pincelar a sua frieza na tela obsoleta. Desfaleci até me tornar num vulto oco perante os seus olhos gelados. Na esperança que se anoitecesse, um raio de sol ousa-se esfaquear a sua clarabóia...
Tuesday, September 04, 2007
Mancha Lunar

Rasguei-me para mais uma vez sentir Moonspell. Como faço sempre que os ouço, como só assim o sei fazer.
Um Coliseu banhado ao sangue mais puro, rendido à Lua que nos dias mais pavorosos me faz sonhar e me enverniza as arestas. A maré negra que me fez abrir o livro para mais uma vez registar uma mancha translúcida.
Soube-me a nu, a negrume genuíno.
Great lessons learned, upon the blood of men.
Um Coliseu banhado ao sangue mais puro, rendido à Lua que nos dias mais pavorosos me faz sonhar e me enverniza as arestas. A maré negra que me fez abrir o livro para mais uma vez registar uma mancha translúcida.
Soube-me a nu, a negrume genuíno.
Great lessons learned, upon the blood of men.
Photo by: Carlos Ferreira
Saturday, September 01, 2007
Ritual vergonhoso
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